A granulometria certa muda o resultado do procedimento

Quando falamos em pontas diamantadas, é comum que a escolha seja feita pelo formato ou pela indicação clínica. Esses critérios são importantes, mas existe outro fator que interfere diretamente na qualidade do resultado: a granulometria.

A granulometria está relacionada ao grau de rugosidade da superfície ativa da ponta. Na prática, ela influencia a capacidade de desgaste, o nível de acabamento e o controle durante o procedimento.

Cada etapa do tratamento exige um comportamento diferente da ponta. Em alguns momentos, o profissional precisa de maior capacidade de desgaste sobre o material trabalhado. Em outros, o objetivo é refinar, ajustar, finalizar ou preparar a superfície para o polimento.

Quando essa escolha é feita de forma inadequada, o procedimento pode exigir mais compensações, perder qualidade de acabamento ou gerar menor previsibilidade. Já quando a rugosidade acompanha o objetivo clínico, o profissional ganha mais controle sobre cada etapa.

Nas pontas diamantadas convencionais, geralmente há partículas de diamante natural ou sintético aderidas à superfície. Essa distribuição pode ser irregular, com arestas menos uniformes e desgaste progressivo durante o uso.

A tecnologia de Diamante CVD da CVDentus® trabalha com uma estrutura homogênea de diamante, permitindo maior controle da rugosidade durante o processo produtivo. Esse diferencial contribui para uma superfície mais uniforme, maior durabilidade e melhor estabilidade de performance.

A CVDentus® conta com cinco tipos de rugosidade para diferentes necessidades clínicas:

Extremo Ultra Fino — UX

Indicado para acabamento final ou etapa anterior ao polimento, com ação delicada e maior preservação da estrutura trabalhada.

Ultra Fino — U

Ideal para refinamento do preparo, permitindo ajustes mais controlados e acabamento mais preciso.

Fino — F

Indicado para desgastes finos, equilibrando ação e controle em etapas que exigem precisão.

Rugoso — R

Desenvolvido para desgaste controlado, oferecendo maior capacidade de ação sem abrir mão da previsibilidade.

Extremo Rugoso — XR

Indicado para situações que exigem maior capacidade de desgaste sobre o material trabalhado.

A escolha ideal depende da etapa clínica, do tipo de estrutura ou material e do objetivo do procedimento. Rugosidades mais altas oferecem maior capacidade de desgaste. Rugosidades intermediárias equilibram eficiência e controle. Rugosidades mais finas são indicadas para refinamento, acabamento e pré-polimento.

Na odontologia moderna, precisão não está apenas no equipamento ou na técnica. Está também na escolha correta da ponta para cada etapa.

A granulometria pode parecer um detalhe, mas muda a forma como a ponta trabalha, o controle do profissional e a qualidade do resultado final.

Mais do que escolher uma ponta, trata-se de escolher o comportamento ideal para cada momento clínico.

CATEGORIA: ,

COMPARTILHE:

Ao usar este site, você concorda com o uso de cookies. Usamos cookies para fornecer a você uma ótima experiência e para ajudar nosso site a funcionar de forma eficaz.