Turbinas, sugadores, compressores, ultrassons e outros equipamentos formam uma paisagem sonora tão presente na odontologia que, com o tempo, ela pode deixar de chamar a atenção do profissional.
Mas se acostumar com esses sons não significa que eles sejam irrelevantes.
O ruído do consultório interfere em duas dimensões importantes da prática odontológica: a experiência do paciente e a saúde de quem trabalha nesse ambiente todos os dias.
Para o paciente, o som pode começar o procedimento antes mesmo do primeiro toque
O som característico da alta rotação pode funcionar como um gatilho de ansiedade antes mesmo do início do procedimento.
Um estudo publicado em 2024 na BMC Oral Health, com 297 participantes, investigou justamente a relação entre o ruído da caneta de alta rotação, ansiedade odontológica e frequência cardíaca. Os pesquisadores observaram que o som do equipamento pode provocar ansiedade e alterações na frequência cardíaca, com respostas mais acentuadas entre pacientes sem experiência prévia de tratamento odontológico.
Por isso, experiência clínica não é construída apenas pelo resultado final. Som, comunicação, sensação de segurança e percepção durante o procedimento também fazem parte do atendimento.
E o dentista? A exposição acontece todos os dias
Para o profissional, a discussão vai além do conforto do paciente.
E aqui é importante diferenciar as tecnologias.
A alta rotação tende a apresentar uma presença sonora mais intensa do que o ultrassom em condições comparáveis. Em uma avaliação realizada em ambiente odontológico, por exemplo, a caneta de alta velocidade apresentou 67 dBA sem contato e 72 dBA em contato, enquanto o scaler ultrassônico registrou 53 dBA e 63 dBA, respectivamente.
Além da intensidade, a frequência do som também importa. O material técnico da CVDentus® destaca que a região entre aproximadamente 2 e 6 kHz está entre as faixas de maior sensibilidade do ouvido humano e coincide com uma região relevante do espectro sonoro da turbina. Na comparação apresentada, a turbina concentra mais energia nessa faixa do que o ultrassom.
Isso ajuda a entender por que o som agudo característico da alta rotação pode ser tão marcante tanto para o paciente quanto para quem passa anos trabalhando ao lado dele.
Ainda assim, saúde auditiva não depende de um único equipamento.
Como referência ocupacional, o NIOSH estabelece 85 dBA como limite recomendado de exposição média ao longo de uma jornada de oito horas. O risco depende da combinação entre intensidade, duração, frequência e repetição da exposição ao longo do tempo.
E existem motivos para olhar para essa exposição acumulada com atenção.
Uma revisão sistemática publicada em 2023 analisou 17 estudos sobre profissionais da odontologia. 82% deles encontraram associação positiva entre a atividade profissional e perda auditiva em dentistas e especialistas, e os anos de experiência clínica apareceram como um dos principais fatores relacionados ao risco.
Em 2024, outra revisão encontrou resultado semelhante: entre 12 estudos que utilizaram medidas objetivas de audição e grupos de controle, oito identificaram perda auditiva significativamente maior entre profissionais da odontologia.
Escolher tecnologia também é pensar no ambiente de trabalho
Isso não significa que um equipamento isolado determine o risco auditivo de um profissional.
Significa que o som também merece entrar na conversa sobre tecnologia, ergonomia e qualidade do ambiente clínico.
A tecnologia piezoelétrica oferece uma alternativa à alta rotação em diferentes aplicações e, entre seus atributos, está justamente uma experiência sonora diferente. No material técnico da CVDentus®, os sistemas piezoelétricos são associados a menor ruído e maior conforto, além de movimentos ultrassônicos precisos e controlados.
Mais do que perguntar apenas quanto uma tecnologia entrega durante um procedimento, vale pensar também em como será trabalhar com ela durante centenas de atendimentos, todos os meses, por muitos anos.
Na CVDentus®, tecnologia também é pensar na experiência de quem está na cadeira e de quem passa todos os dias ao lado dela.
Conheça as soluções piezoelétricas CVDentus® e descubra novas possibilidades para a sua prática clínica.




